Conheça Geraldo Campestrini o joinvilense que é CEO da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa

Geraldo Campestrini é mestre e doutor em gestão do esporte e tem transformado a CBTM

Geraldo Campestrini, mestre e doutor em Gestão do Esporte, está há pouco mais de
dois anos como CEO da CBTM - Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Formado em Ciências do Esporte, mestre e doutor em Gestão do Esporte e uma vasta experiência em tudo que diz respeito à governança e gestão de clubes, entidades e eventos ligados ao mundo esportivo. Aos 39 anos, Geraldo Campestrini tem um currículo extenso e que faz brilhar os olhos de todos que enxergam o esporte para além das partidas e jogos que tem tempo e placares como limite.

Depois de atuar por anos como consultor atuando diretamente em diversos clubes, eventos, na CBB e, claro, como bom joinvilense, ter atuado no JEC e como professor em universidade, além da Secretaria de Esportes de Joinville, Geraldo Campestrini assumiu, há pouco mais de dois anos, o desafio de transformar a CBTM (Confederação Brasileira de Tênis de Mesa). Em ano de Jogos Olímpicos, o trabalho que Campestrini vem desenvolvendo tem como foco a popularização e desmistificação do esporte, além da reestruturação de todo o modelo de competições em solo nacional.

Quando assumiu o cargo, o CEO não imaginava o tamanho do desafio que teria pela frente e que seria muito maior do que desmistificar a modalidade e profissionalizar ainda mais a gestão da CBTM e dos campeonatos.

Modalidade tem ganhado projeção e plano da Confederação criar o que seria a primeira
Liga Profissional de esporte individual do país – Foto: CBTM/Divulgação

Com a pandemia, o planejamento realizado precisou de adaptações, as competições foram paralisadas e até mesmo o sonho olímpico foi adiado. Ele conta que já havia trabalhado para a Confederação realizando o planejamento estratégico antes de ser, efetivamente, colocado no cargo de CEO. “Agora, é buscar colocar em prática o que foi planejado”, fala.

Campestrini explica que o primeiro ano foi dedicado à implantação de projetos, estruturação de área técnica, que foi remodelada, e o foco nos Jogos Olímpicos que seriam realizados no ano seguinte. Além disso, o CEO estruturou um departamento de marketing, reestruturando as redes sociais, lançando campanhas para desmistificar a relação do tênis de mesa e do ping pong e a busca de patrocínios, até que chegou a pandemia.

“O principal impacto foi esse, tínhamos muita ação programada por conta das Olimpíadas, mas foram retardadas por conta disso. O nosso principal objetivo é nos aproximarmos mais do público e começamos com esse trabalho”, conta.

Morador de Joinville, Campestrini confessa que nunca praticou a modalidade e que a relação com o esporte se dá através da gestão. Ele ressalta que em todas as modalidades a gestão de competições e processos é muito similar, com foco em resultado a nível internacional e desenvolvimento no âmbito nacional.

A pandemia fez com que o processo de evolução e gestão da CBTM fosse prejudicado, mas ele destaca que o tênis de mesa teve um fator de virada mais rápido por conta da forma de prática do esporte.

“Em nenhum momento estivemos preparados para isso. É algo inusitado que fomos aprendendo. Os cancelamentos de eventos, os eventos internacionais, os atletas que estavam na reta final para ir para os Jogos Olímpicos, tudo teve que ser reajustado. Mas, no tênis de mesa, há o distanciamento, conseguimos levar mesa para alguns atletas em casa, fizemos algumas ações com esse viés que minimizou um pouco os efeitos. Tínhamos quatro competições previstas no ano e realizamos apenas uma em dezembro”, fala.

Com as principais ações em andamento, Campestrini ressalta a evolução do trabalho da Confederação e da popularização e desmistificação do esporte, além da reestruturação das competições. “Conseguimos quebrar um pouco com a campanha que mostra o ping pong, que é a origem da modalidade e é muitas vezes tratado de forma pejorativa”, diz.

CBTM quer criar ligas regionais que se conectem com a mesma linguagem e 
modelo de competição - Foto: CBTM/Divulgação

Além disso, ele conta que a reconstrução da estrutura das competições passa pela criação de Ligas Regionais, que tenham a mesma linguagem, interface e modelo de competição, buscando uma integração nacional. “É um projeto bem amplo e vai derivar em uma liga profissional que devemos implantar esse ano, a partir do segundo semestre. Pode ser a primeira liga profissional de esporte individual no Brasil”, salienta.

O ano de 2021 ainda é um grande ponto de interrogação, mas as Olimpíadas, em princípio, estão confirmadas e, para o CEO, que está apenas começando um trabalho amplo e de completa reestruturação, será um ano de transição.

“Ainda temos muitas indefinições em relação a eventos, execução de projetos para tentar voltar em 2022 com força total para o que está desenhado. Vamos continuar nos dedicando ainda mais internamente com a consolidação dos projetos para quando for possível uma retomada mais segura tivermos melhor aprendizado e serviços entregues ao nosso público”, finaliza.

Crédito: ndmais



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