| Mesatenistas brasileiros realizam 1º treino no Rio Centro. |
Depois
de 20 dias de treino, com apenas duas folgas entre os períodos de trabalho no
Rio de Janeiro e em São Caetano do Sul, a seleção brasileira de tênis de mesa,
enfim, entrou na Vila Olímpica.
Os seis representantes na Rio 2016, porém,
ficaram pouco tempo nas acomodações dos atletas.
Chegaram na manhã desta
segunda-feira e treinaram no período da tarde no Riocentro, local das
competições entre 6 e 17 de agosto.
Sem pressão por medalha, os mesatenistas
revelaram o objetivo de divulgar o esporte e ganhar experiência visando as
edições de 2020 e 2024.
Hugo
Caderano, o brasileiro melhor posicionado no ranking mundial, com o posto 54, é
a maior esperança de vida longa no torneio - a campanha mais bem-sucedida
brasileira foi de Hugo Hoyama em Atlanta 1996, na qual caiu nas oitavas de
final. Carioca, contou estar emocionado ao disputar a primeira Olimpíada em
casa:
- Vai
ser uma experiência incrível, ver o pessoal torcendo para mim, na minha cidade.
No tênis de mesa, não é comum ter muita torcida. Acho que vai mais ajudar do
que atrapalhar. Sei que é muito difícil (conquistar) a medalha.
Os chineses são
os favoritos, eles sempre ganham tudo. Meu foco principal é nas duas próximas
edições, nas quais estarei mais experiente, no meu auge. Mas claro que entro
para tentar ganhar. Quero competir com os melhores do mundo, acho que tenho
capacidade.
O
domínio chinês, realmente, é absurdo. Em toda a história olímpica, o país
perdeu apenas quatro ouros. Jogar em casa, na opinião de Cazuo Matsumoto (79º
do mundo), representante na disputa por equipes, é uma forma de divulgar o
esporte.
Na China, por exemplo, são 10 milhões de atletas federados. O número
não chega a 20 mil no Brasil.
Fonte:
globoesporte
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