CHINA, A SUPERPOTÊNCIA MUNDIAL DO TÊNIS DE MESA

Asiáticos lideram com folga os quadros de medalhas da modalidade Olímpica e Paralímpica.

Chinesa Wang Nan é dona de quatro ouros Olímpicos .
(Foto: Jonathan Ferrey/Getty Images)
Quando o assunto é tênis de mesa, a China é a grande referência mundial Apesar da origem britânica, o esporte é uma febre no país asiático, que chegará aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 na liderança dos quadros de medalhas da modalidade.
No cenário Olímpico, os números impressionam. Das 28 medalhas de ouro que já estiveram em disputa desde a entrada do tênis de mesa no programa Olímpico, nos Jogos de Seul, em 1988, 24 foram conquistadas por atletas chineses, com destaque para Wang Nan, dona de quatro ouros e uma prata. A Coreia do Sul, com três ouros, e a Suécia, com um, completam a lista de países campeões Olímpicos na modalidade.
“O tênis de mesa é o primeiro esporte da China. Os atletas têm todos os recursos à disposição e o nível dos treinamentos é altíssimo. A seleção chinesa conta com cerca de 50 atletas, que trabalham com sparings treinados para simular as características dos principais adversários, e a concorrência para fazer parte deste grupo é muito grande. Até por isso, muitos chineses acabam se naturalizando por outros países para poderem disputar as principais competições e conseguem bons resultados”, avalia o brasileiro Hugo Hoyama, que participou de seis edições dos Jogos Olímpicos, entre Barcelona 1992 e Londres 2012.
Nos Jogos Paralímpicos, que contam com o tênis de mesa desde a edição de Roma, em 1960, a China também aparece na liderança, com 85 medalhas de ouro. A Alemanha, que tem suas conquistas divididas entre a extinta Alemanha Ocidental, dona de 56 ouros, e a atual República Federal da Alemanha, que soma 34 medalhas douradas, é um dos poucos países a fazer frente ao domínio chinês. A França, com 47 ouros, a Áustria, com 35, e a Grã-Bretanha e a Coreia do Sul, que têm 34, são outras forças do esporte.
"A China domina o tênis de mesa Olímpico e demonstra a mesma força no cenário Paralímpico. Nas duas últimas edições dos Jogos Paralímpicos, disputei a final contra atletas chinesas e acredito que os mesatenistas da China estarão presentes na maior parte das finais dos Jogos Rio 2016", aposta a tricampeã Paralímpica Natalia Partyka, da Polônia.
Imagem Rio 2016
Brasileiros Luiz Silva e Welder Knaf (de verde) disputam a final dos Jogos Paralímpicos de Pequim 
contra dupla francesa (Foto: Jamie McDonald/Getty Images).
E foi com uma vitória inesquecível diante da superpotência asiática que o tênis de mesa brasileiro conquistou sua única medalha na história dos Jogos Paralímpicos. Em Pequim 2008, Welder Knaf e Luiz Algacir Silva, que faleceu em 2009, vítima de um câncer, venceram uma dupla chinesa na semifinal e ficaram com a prata após a derrota para os franceses na final da classe 3.
“Foi o momento mais marcante da minha carreira. Derrotar uma dupla da China, que é o país que domina o tênis de mesa, na semifinal, em Pequim, foi uma coisa que ninguém esperava. Tenho muitas fotos daquele momento decorando o meu quarto. De lá para cá, o nível do tênis de mesa Paralímpico brasileiro melhorou bastante. Estamos conseguindo bons resultados nas principais competições internacionais com mais frequência e acho que o Brasil tem todas as condições de brigar por uma medalha nos Jogos do Rio”, comenta Welder, que após conquistar o título do Aberto da Eslovênia em 2013, dedicará boa parte deste ano aos treinamentos técnicos.
Conheça as regras do tênis de mesa
O tênis de mesa tem, nos Jogos Olímpicos, disputas individuais e por equipe, no masculino e no feminino. As partidas são divididas por games de 11 pontos, com necessidade de pelo menos dois de vantagem para um dos participantes garantir a vitória. Os jogos de simples são disputados em melhor de sete games. As partidas por equipes têm quatro partidas de simples e uma de duplas, sempre em melhor de cinco games. Três vitórias da mesma equipe decidem o confronto.
No tênis de mesa Paralímpico, os participantes são divididos em 11 classes diferentes, de acordo com o comprometimento de seus movimentos. As regras de pontuação são as mesmas do esporte Olímpico, e os participantes podem jogar com órteses, próteses, muletas e até um tênis com salto mais alto.

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